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PCP-P-Série PCP-Dr Gestão

Trago hoje uma continuidade dos artigos sobre a ferramenta PCP. Anteriormente revelei os significados do primeiro P (planejamento e programação) e do C(controle). Hoje por fim terminarei de destrinchar os significados das letras do PCP com este artigo sobre o último P que significa: Produção.

Após a realização do planejamento e do controle, a última etapa é a produção. Esta, assim como os dois segmentos anteriores, necessita de acompanhamento constante, independente de sua natureza ser terceirizada ou interna. Seu planejamento deve levar em conta as limitações de sua capacidade interna para atender a todas a demanda que seu setor comercial está “vendendo”. Sempre deve-se ter em mente qual a produção que precisa ser atingida.
Muitas vezes o setor comercial vende mais que a capacidade interna pode dar conta. Vender muito no geral não é algo ruim, mas obriga o gestor a tomar medidas inteligentes e criativas para tornar este acréscimo de produção uma realidade. Pode-se aumentar a produção interna, mas esta tem um limite. Se você produz 1000 peças, pode ser possível elevar está produção em 50% ou talvez até 100% mas não há formas de elevar ela infinitamente sem um alto investimento na infraestrutura de sua produção interna. Outra saída que sempre deve ser levada em conta é a terceirização. Está alternativa é uma solução melhor em curto prazo do que desenvolver sua infraestrutura, que levará tempo e será caro.
Nos artigos anteriores sobre este tema já resaltei sobre a importância do uso de ferramentas para medir indicadores/desempenho. Estou voltando a citar estas ferramentas, pois são fundamentais na produção. Elas são responsáveis por dar um norte a esta. Controlando mês a mês, permite uma analise de dados aprofundados e por consequência permite que seja nitidamente visto onde a produção está ineficiente e precisa ser trabalhado.
Para o controle de produção, a melhor metodologia é iniciar o primeiro mês acompanhando todos os processos e anotando todos os dados que forem relevantes. Seja sobre o corte, costura, acabamento, e etc. Qualidade, número de peças inspecionadas, vendas, etc. Um acompanhamento constante vai garantir logo no inicio um aumento na produção e qualidade da mesma.
No segundo mês, se tratando de costura, você será “part time”, parte do dia irá acompanhar o resultado de sua produção, seu layout e sua célula. Esse acompanhamento será ao meio dia e depois das 17 às 18 horas. Para o terceiro mês, se tudo estiver correndo bem, sugiro um acompanhamento mais horário, ou seja, 1 hora por dia. Juntamente com esta metodologia pode ser utilizados ferramentas e softwares para obter resultados ainda mais positivos, aumentando assim a eficiência de sua produtividade.
Todos os planejamentos, controles e acompanhamentos visam dar um norte à você. Ter um norte significa seguir objetivamente em uma direção, melhorando seus funcionários, equipamentos e processos. Ao longo dos anos observou-se que a produção é o caminho mais rápido para o gerenciamento efetivo da empresa. Caso se trate de uma produção terceirizada, sugiro que faça uso de softwares que auxiliem no acompanhamento desse diferente tipo de produção.
É importante lembrar que o melhor jeito de vender não é através da venda. Você precisa saciar o desejo do cliente, não queira vender, sacie o desejo que a venda vai ser uma coisa automática. Por esse motivo, muitas empresas estão disponibilizando maior número de informações para o cliente, desenvolvendo softwares e disponibilizando estes para o cliente acompanhar a produção e se sentir no controle. Este tipo de técnica garante um cliente contente que voltará a fazer negócios com sua empresa, criando assim, uma solida base e um perfil de qualidade para sua empresa.
O PCP é o cérebro da empresa, ele comandará todas as áreas da sua corporação. Desde a comercial, até a área logística e a de controles. Seus muitos braços são a razão da necessidade de um cronograma. No entanto preciso preveni-lo sobre um erro que muitos gestores cometem. Acham que podem desenvolver o PCP a base do “achometro” e o resultado final é catastrófico. Existem maneiras eficazes e corretas de preparar um PCP e sair na frente de seu concorrente, mas alguns gestores procuram o jeitinho mais fácil e obtém resultados opostos ao que buscamos aqui.
Finalizo assim esta explicação sobre o PCP, em breve trarei mais conteúdos sobre esta ferramenta muito utilizada em diversas indústrias como a moveleira, aço, confecção e moda e etc.

Luiz Roberto Saraiva

Luiz Roberto Saraiva

Luiz Roberto Saraiva em Gestão da Indústria de Confecção
Sou natural da Tijuca, no Rio de Janeiro. Tenho 47 anos, sou graduado em Administração de Empresas pelo Senai/Cetiqt e possuo pós-graduação em Logística Empresarial pela Funcefet. Depois de mais de 19 anos de atuação profissional, posso dizer que sou simplesmente apaixonado pelo mundo da indústria têxtil e de confecção do vestuário.
Luiz Roberto Saraiva

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