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Consultoria para confecções de vestuário visa melhorar produtividade

O retorno da fabricação própria em confecções de roupa

Já posso perceber o retorno da fabricação própria em confecções de roupa. Afirmo isso porque muitas delas começaram a entender a real necessidade de se ter processos eficazes em sua área fabril. Ainda mais após esta crise financeira que aconteceu nos EUA e que já chegou ao fim. Há exatos seis anos, no entanto, tudo foi afetado, inclusive a indústria têxtil.

Provavelmente teremos a volta da fabricação própria em confecções de roupa, que passarão a produzir internamente seus produtos de vestuário ao invés de repassar essa tarefa para terceiros. Hoje em dia o nosso grande déficit é de mão-de-obra, isso porque há falta de formação em todos os postos de trabalho da cadeia têxtil. Por exemplo, temos operadoras de costura que trabalham em mais de uma máquina ou operação de costura e, por isso, são denominadas polivalentes.

A terceirização da produção do vestuário se dirige, via de regra, para os locais onde estão as comunidades mais carentes, como as periferias das grandes cidades do Brasil ou mesmo continentes distantes, como Ásia e África. As operações de costura não exigem escolaridade, apenas habilidades motoras básicas, o que caracteriza o subemprego.

A fabricação própria em confecções de roupa, que mantêm parque industrial, ocorre porque essas empresas dependem do preço do produto final para vender e, por isso, os produtos são feitos em grande escala, sem contar que a tecnologia garante menores custos unitários.

É bem verdade que as empresas de moda continuarão a repassar a produção para as costureiras da comunidade, pois assim têm margem para embutir este custo no preço, não querem ter um quadro fixo devido às oscilações de demanda, além de agregarem um valor social ao seu produto.

Por isso, afirmo que aos poucos haverá a volta da fabricação própria em confecções de roupa, que passarão a repensar seus processos para ter margem satisfatória de Markup.